terça-feira, 21 de novembro de 2017

Israel: a Palestina deve escolher entre o Irã ou os EUA e Israel

O ministro da Inteligência israelense, Yisrael Katz, adverte a Palestina de que não pode ter relações cordiais com o Irã e os EUA, ao mesmo tempo.
Katz, em suas declarações de segunda-feira no evento Arutz 7, exortou as autoridades palestinas a se distanciarem do Irã se quiserem manter laços cordiais com os Estados Unidos e qualificaram os  líderes do Irã e da Coréia do Norte do chamado "eixo do mal".
"A liderança palestina deve decidir se quer ser parte do eixo do mal ou quer se juntar a nós", disse Katz em seu discurso, de acordo com o jornal israelense Haaretz .
Nos últimos dias, houve uma pressão crescente do regime israelense e dos Estados Unidos contra a Autoridade Nacional Palestina (ANP) para forçá-la a distanciar-se mais das forças da Resistência (especialmente as resistências palestinas) e dar sua aprovação à chamada solução de Dois Estados .
De igual modo, o ministro israelense exigiu que os palestinos reconhecessem o regime israelense como um estado e o desarme dos grupos da Resistência palestina , que enfrentam os crimes da entidade israelense contra os palestinos.
Além disso, agradecendo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu onipotente apoio ao regime israelense, o sionista pediu aos Estados Unidos que acelerassem o processo para mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv a Al-Quds (Jerusalém), uma vez que seria mais um passo no reconhecimento internacional de sua apropriação, embora indevida, de Jerusalém.
Ele também insistiu no aumento na quantidade de assentamentos israelenses ilegais em Al-Quds e, assim, "capacitar a posição de Israel em Jerusalém", bem como limitar a presença de palestinos em Al-Quds.
Nos últimos meses, o regime sionista de Tel Aviv intensificou suas atividades para construir colônias nos territórios palestinos ocupados em flagrante violação do direito internacional e em desafio à resolução 2334 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). A comunidade internacional considera esses assentamentos "ilegais" e  denuncia a política expansionista do regime israelense .
http://www.hispantv.com/noticias/oriente-medio/360227/israel-palestina-elegir-eje-mal

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Plano dos sauditas para entregar a Palestina (em troca de guerra contra o Irã)

 
14/11/2017, Moon of Alabama
Os tiranos da Arábia Saudita desenvolveram um plano que entrega a Palestina aos seus algozes. Veem a entrega como necessária para obter o apoio dos EUA para a campanha fanática que fazem contra o Irã, que veem como seu inimigo mortal.

Um memorando interno dos sauditas, vazado para o jornal libanês Al-Akhbar, revela as grandes linhas do plano. (NOTA: A autenticidade do memorando ainda não foi confirmada. Em teoria, poderia ter sido "plantado" por qualquer interessado. Mas Al-Akhbar tem excelente currículo na publicação de vazamentos, até hoje sempre genuínos. Estou confiando na avaliação dos editores.)
Segundo o memorando, os sauditas estão prontos a desistir da exigência de direito de retorno aos palestinos. Desistem da soberania dos palestinos sobre Jerusalém e do status de estado pleno para a Palestina. Em troca, querem uma aliança (militar) EUA-sauditas-Israel contra o Irã – para os sauditas o eterno inimigo do lado oriental do Golfo Persa.

Descobriu-se que houve negociações sobre o 'tema' entre sauditas e sionistas sob a coordenação dos EUA. O "assessor pessoal 'partilhado' de Netanyahu e Trump, o garoto-maravilha Jared Kushner", é o homem de ponto nessas negociações. Fez pelo menos três viagens à Arábia Saudita esse ano, a mais recente há apenas alguns dias.

As operações sauditas ao longo do mês passado, contra a oposição interna ao clã Salman e contra o Hizbullah no Líbano, têm de ser vistas no contexto e como preparação do plano maior. Recapitulando:


  • Semana passada, o atual dito representante político dos palestinos, Mahmoud Abbas, foi chamado a Riad. Ali, foi instruído a aceitar qualquer plano de paz que lhe seja apresentado pelos EUA, ou que renuncie. Recebeu ordens de cortar todos os laços que os palestinos tenham com Irã e Hizbullah:

Desde esses alertas, que podem ameaçar os novos acordos de unidade palestina assinados por Fatah e o Hamas apoiado pelo Irã na Faixa de Gaza, a mídia palestina manifestou nesses dias um raro grau de unidade – todos contra o Irã.

  • Dia 6 de novembro, foi deliberadamente "vazada" uma carta do primeiro-ministro Netanyahu de Israel dirigida a embaixadas de Israel. Nela, Netanyahu exige que seus diplomatas pressionem a favor dos planos sauditas no Líbano, Iêmen e noutros países. No mesmo dia Trump tuitou:

Donald J. Trump‏ @realDonaldTrump - 3:03 PM - 6 Nov 2017
Tenho grande confiança no rei Salman e no príncipe coroado da Arábia Saudita, eles sabem exatamente o que estão fazendo....
  • O tirano saudita abduziu o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, e declarou guerra ao país. O objetivo desse movimento é remover ou isolar o Hezbollah, a resistência xiita do Líbano aliada com o Irã e que se opõe aos planos sauditas para a Palestina.
O jornal libanês de esquerda Al-Akhbar obteve uma cópia do plano (em árabe) no formato de um memorando do Ministro de Relações Exteriores saudita Adel Al-Jubeir dirigido ao príncipe crown [coroado] clown [palhaço] Mohammed Bin Salman (tradução automática árabe-português):

"O documento, que está sendo revelado pela primeira vez, prova tudo o que foi vazado desde a visita do presidente Trump à Arábia Saudita, em maio passado, sobre o lançamento dos esforços dos EUA para assinar um tratado de paz entre a Arábia Saudita e Israel. Seguiu-se a informação sobre o intercâmbio de visitas entre Riad e Tel Aviv, sendo a visita mais importante do Príncipe herdeiro saudita à entidade sionista.

O documento revela o tamanho das concessões que Riad pretende apresentar no contexto da liquidação da questão palestina e sua preocupação em obter os elementos de poder contra o Irã e a resistência, liderada pelo Hezbollah."
O memorando do ministro de Relações Estrangeiras saudita começa com a exposição de sua perspectiva estratégica:

"Para enfrentar o Irã ao aumentar as sanções contra mísseis balísticos e reconsiderar o acordo nuclear
O Reino prometeu no acordo de parceria estratégica com o presidente dos EUA, Donald Trump, que qualquer esforço dos EUA (incompreensível) é a chave para o sucesso. A Arábia Saudita é o melhor país do mundo árabe e muçulmano para reunir os outros para uma solução. Nenhuma solução para a causa palestina pode ser legitimada a menos que o Reino a apoie. 
...
A aproximação da Arábia Saudita com Israel envolve um risco para os povos muçulmanos do Reino, porque a causa palestina representa uma herança espiritual e histórica e religiosa. O Reino não assumirá esse risco a menos que pareça ser abordagem sincera dos Estados Unidos ao Irã, que está desestabilizando a região patrocinando o terrorismo, suas políticas sectárias e interferindo nos assuntos dos outros. Esse comportamento iraniano foi oficialmente condenado pelo mundo muçulmano na conferência da OCI Conferência islâmica realizada em Istambul em abril de 2016."

O documento saudita apresenta as questões e passos do processo na direção de um acordo, em cinco pontos:

Primeiro: Os sauditas demandam uma "paridade do relacionamento" entre Israel e Arábia Saudita. No nível militar, demandam que ou Israel desiste de suas armas nucleares, ou a Arábia Saudita é autorizada a comprar esse tipo de arma.

Segundo: Em troca, a Arábia Saudita usará seu poder diplomático e econômico para impor um 'plano de paz' entre Israel, os palestinos e países árabes, nos termos que os EUA redigirão. Por esse plano de paz, os sauditas, conforme o memorando, estão dispostos a oferecer concessões extraordinárias:
  • A cidade de Jerusalém não será capital de algum estado palestino, mas será posta sob regime especial administrada pela ONU.

  • Não mais será exigido o direito de retorno para os refugiados palestinos, que foram violentamente expulsos pelos sionistas. Os refugiados serão integrados como cidadãos nos países nos quais residam atualmente.

  • (Não há referência à exigência de soberania para algum estado palestino.)

Terceiro: Depois de alcançado um acordo quanto aos "princípios centrais da solução final" para a Palestina, entre Arábia Saudita e EUA (Israel), haverá uma reunião de todos os ministros de relações exteriores da região, para apoiar o acordo. Na sequência virão as negociações finais.

Quarto: Em coordenação e cooperação com Israel, a Arábia Saudita usará seu poder econômico para convencer o público árabe, daquele plano. Aqui o documento anota corretamente que "No início da normalização das relações com Israel, a normalização não será aceitável para a opinião pública no mundo árabe." O plano aqui é, essencialmente, subornar o público árabe, para que aceite o plano.

Quinto: O conflito palestino distrai a atenção, afastando-a da verdadeira questão dos governantes sauditas na região, que é o Irã: 

"Assim sendo, sauditas e israelenses concordam em tomar as seguintes medidas:

1.      Contribuir e cooperar para reagir contra quaisquer atividades que interessem às políticas agressivas do Irã no Oriente Médio. A afinidade ente Arábia Saudita e Israel tem de encontrar correspondência numa abordagem sincera dos EUA contra o Irã.

2.     Aumentar sanções dos EUA e internacionais relacionadas aos mísseis balísticos do Irã.

3.     Aumentar as sanções contra o apoio que o Irã dá a terroristas e ao terrorismo em todo o mundo.

4.     Reexame do grupo (5+1) no acordo nuclear com o Irã, para garantir a implementação literal e estrita de seus termos.

5.     Limitar o acesso do Irã aos seus bens congelados e explorar a deterioração da situação econômica do Irã, usando-a para aumentar a pressão de dentro para fora contra o regime iraniano.

6.     Cooperação intensiva de inteligência na luta contra o crime organizado e o tráfico de drogas apoiados pelo Irã e pelo Hezbollah."

O memo é assinado por Adel al-Jubeir. (Mas quem foram os 'conselheiros' que ditaram para ele?) 

O plano de paz dos EUA para a Palestina visa a pressionar palestinos e árabes a fazer qualquer coisa que Israel queira. Os sauditas concordarão com isso, com mínimas exigências, só se EUA e Israel os ajudarem a pôr fim ao Irã, nêmese do reino. 

Mas é impossível. Nem Israel nem os EUA aceitarão garantir "relacionamento paritário" para a Arábia Saudita. Faltam à Arábia Saudita todos os elementos para se tornar estado supremo no Oriente Médio árabe. O Irã não será derrotado.

O Irã está no núcleo mais duro do eleitorado xiita e no coração da resistência contra o imperialismo "ocidental". As populações xiitas e sunitas alinhadas no Oriente Médio são praticamente do mesmo tamanho. 

O Irã tem população quase quatro vezes maior que os sauditas. É cultura muito mais antiga e mais densa que a da Arábia Saudita. A população do Irã é bem-educada e com bem desenvolvidas capacidades industriais. O Irã é uma nação, não um conglomerado de tribos do deserto como se vê na península governada pelos al-Saud. O Irã é absolutamente imbatível, graças à posição geográfica e os recursos que tem.

Então, sempre tentando derrotar o Irã, os sauditas iniciaram guerras à distância no Iraque, na Síria, no Iêmen e agora no Líbano. Para vencer essas guerras, precisam de coturnos em solo. Então, os sauditas alugaram e enviaram para lá a única infantaria que jamais tiveram à sua disposição. Mas as hordas de fanáticos alugados – al-Qaeda e ISIS – foram derrotadas. Dezenas de milhares deles foram mortos em combates no Iraque, na Síria e no Iêmen. 

Apesar da campanha global de propaganda e mobilização, quase todas as forças potencialmente mobilizáveis foram derrotadas pelas resistências locais em campo. 

Nem o estado dos ocupantes sionistas colonialistas nem os EUA estão dispostos a mandar soldados para lutar pela supremacia dos sauditas.

O grande 'plano' do governo Trump para alcançar a paz no Oriente Médio é carregado de esperanças, mas lhe faltam todos os detalhes indispensáveis ao sucesso. 

Os sauditas prometem apoiar o plano dos EUA, se o governo Trump aceitar fazer guerra contra a nêmese do reino saudita, o Irã. Mas as lideranças sauditas e em Washington são fracas e impulsivas, e todos esses planos têm pouca chance de sucesso. Mas os planos avançarão de qualquer modo e continuarão a criar quantidades enormes de danos colaterais. 

A entidade sionista não se sente realmente pressionada a fazer paz alguma. De fato, até já começou a meter os pés nos tais planos. E tentará explorá-los exclusivamente a favor dela mesma.*****

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Documento secreto: Arábia Saudita e Israel trabalhando juntos para provocar a guerra contra o Líbano

 

Apenas um dia após as grandes derrotas do ISIS na Síria e no Iraque indicando que os combates podem acabar, uma série extraordinária de eventos aumentou o perigo de uma nova guerra, desta vez contra o Líbano. Esses eventos começaram no dia 4 de novembro, quando a Arábia Saudita desestabilizou o governo do Líbano, forçando o primeiro-ministro Saad Hariri a demitir-se e a  afirmação falsa do governo saudita em 7 de novembro de que o Líbano havia "declarado guerra"  ao reino.
Documentos secretos, tornados públicos por um Canal 10 da TV israelense,  indicam que este cenário de guerra provocador foi coordenado pela Arábia Saudita e por Israel para instigar uma nova guerra no Oriente Médio, tendo o Líbano como alvo, desacreditado como um proxy do Irã. Esta provocação vem em seguida a um  enorme exercício militar israelense  realizado em setembro, simulando uma invasão do Líbano projetada especificamente para atacar o grupo libanês Hezbollah. Este foi o  maior exercício militar de Tel Aviv  em 20 anos , envolvendo todas as áreas do exército israelense.
Enquanto Washington marcou de "terrorista" o  grupo libanês Hezbollah, os progressistas do Oriente Médio, tomam o  grupo como defensor da soberania libanesa. Duas vezes, em 2000 e 2006, expulsaram as tropas israelenses do Líbano. Hezbollah lutou ao lado do governo sírio, não só para evitar o desmembramento desse país árabe vizinho, mas também para impedir o ISIS de invadir o Líbano e aterrorizar as pessoas lá. O Irã, também vilipendiado pelo imperialismo estadunidense  e seus clientes, forneceu apoio político, material e militar crucial para derrotar o ISIS.
Os eventos são os seguintes:
Em 3 de novembro caem os últimos bastiões do ISIS no Iraque e na Síria. Tanto a Arábia Saudita como Israel procuram desmembrar a Síria e colaboram com o ISIS.
Em uma medida nunca antes vista na arena internacional, no dia 4 de novembro sob ordens do regime saudita, o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou, da Arábia Saudita, na televisão saudita sua renúncia como Primeiro Ministro. No pronunciamento, atacou o Irã por interferir no Líbano e afirmou que Hezbollah estava tentando assassiná-lo.
Horas mais tarde, Riad afirma ter interceptado um míssil disparado do Iêmen sobre sua capital. Durante anos, o regime saudita, armado pelos EUA, tem bombardeado o povo do Iêmen, matando indiscriminadamente civis.
Apesar dos  iemenitas confirmarem  que o míssil disparado fora produzido do Iêmeno ministro saudita da Justiça, Adel bin Ahmed , afirmou:
"Foi um míssil iraniano, lançado pelo Hezbollah", e constituiu "ato de guerra pelo Irã".
Em 7 de novembro, os sauditas promovem a escalada e  acusam o Líbano de "declarar guerra".
Ao mesmo tempo, em uma tentativa de consolidar o poder, o regime saudita prendeu centenas de pessoas  dentro do reino por acusação  de corrupção, incluindo alguns dos principais príncipes e empresários do país.
Documento vazado mostra a coordenação saudita-israelense
A mídia corporativa sempre se esforça para passar a impressão de que Israel e a Arábia Saudita estão em lados opostos. Isso é para o consumo público. Ambos os regimes são apoiados e armados por Washington para que  possam atacar as lutas de libertação e governos independentes no Oriente Médio e manter esta área rica em petróleo "segura" para a Exxon Mobil e JP Morgan Chase & Co.
Agora, há uma verdadeira bomba mostrando que Israel e a Arábia Saudita estão trabalhando juntos para levar a guerra ao Líbano.

Em 7 de novembro, o noticiário do canal 10 tornou  público uma circular diplomática vazada enviada aos embaixadores israelenses em todo o mundo sobre os eventos mencionados. O documento classificado da embaixada, escrito em hebraico, mostra que Tel Aviv e Riad estão deliberadamente coordenando a escalada da situação no Oriente Médio. Esses documentos fornecem a primeira prova de colaboração direta entre esses dois clientes dos EUA.
O documento foi vazado por Barak Ravid , correspondente diplomático sênior do  Canal 10 News . O comunicado, disse ele, fora enviado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, em Jerusalém (ocupada), em 6 de novembro, a todas embaixadas de Israel, instruindo os diplomatas israelenses a fazer todo o possível para acelerar a pressão diplomática contra o Hezbollah e o Irã. A comunicação afirma o apoio para a guerra da Arábia Saudita no Iêmen e orienta os diplomatas israelenses apelar para os "altos funcionários" em seus países anfitriões para garantir a expulsão do Hezbollah do governo e da política do Líbano ", de acordo com a  zerohedge.com .
A renúncia deixa o Líbano vulnerável ao ataque
Saad Hariri - Primeiro Ministro do Líbano
No Líbano, a renúncia de Hariri é considerada como tendo sido forçada pelos sauditas, a fim de desestabilizar o governo libanês, fomentar a discórdia e deixar o Líbano vulnerável ao ataque israelense. Muitos apontam que a declaração de demissão foi escrita em um estilo usado pelos sauditas. A demissão chocou mesmo os mais próximos assessores  de Hariri. O exército libanês negou qualquer ameaça de assassinato.
O complexo sistema político  do Líbano é facilmente desestabilizado. Criado pelos colonizadores franceses em 1925,  determina que os postos do governo e a distribuição parlamentar sejam baseadas nos diferentes grupos religiosos do país. O governo atual, com Hariri como Primeiro Ministro, e Michel Aoun do Hezbollah como presidente, assumiram o cargo no ano passado, terminando  anos de impasses no governo e, no mês passado, produziu o primeiro orçamento do Líbano desde 2005.
Hariri, que tem dupla nacionalidade saudita-libanesa e interesse financeiro na Arábia Saudita, é considerado "o homem saudita" no Líbano. A ironia de que um Primeiro Ministro do Líbano faça críticas severas contra o Irã por interferir nos assuntos do Líbano quando  acaba  de se demitir pela televisão saudita,na Arábia Saudita, lendo uma declaração escrita pela Arábia Saudita , não passou despercebido por ninguém.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, anunciou que não decidirá se aceita ou rejeita a demissão do primeiro-ministro Saad al-Hariri até Hariri retornar ao Líbano para explicar os motivos. O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah , pediu ao povo do Líbano que mantenha a calma.
Por que o Hezbollah está sendo alvo?
Israel, que compartilha fronteira com o Líbano, há muito queria conter a soberania libanesa e até mesmo anexar seu território. O exército israelense bombardeou o sul do Líbano por décadas, por terra, mar e ar. Em 1982, uma enorme invasão israelense matou dezenas de milhares de civis libaneses, enquanto as tropas israelenses ocuparam o sul do Líbano por 18 anos. Em 2006, as bombas de Israel atacaram a infra-estrutura civil do Líbano e os aviões de combate salpicaram o sul com um milhão de bombas de fragmentação que ainda matam e mutilam.
Israel procura destruir o Hezbollah porque é uma  força de combate fantástica e o único grupo que impede Israel de fazer  o que quiser do Líbano. Os combatentes do Hezbollah e seus aliados derrotaram e expulsaram as tropas israelenses do Líbano em 2000, terminando a ocupação de 18 anos e repelindo uma invasão terrestre israelense do Líbano em 2006, forçando-a a recuar.

A evolução dos perigosos e provocativos acontecimentos desta semana procura opor a derrota do ISIS na Síria e no Iraque com a guerra no Líbano. Se o imperialismo e seus agentes serão capazes de fazer isso, no entanto, não está certo. As pessoas sitiadas do Oriente Médio estão inspiradas pelas vitórias contra ISIS e continuam determinadas a lutar por seus direitos.

Traduzido pelo somostodospalestinos.blogspot.com
https://www.globalresearch.ca/secret-document-saudis-israel-working-together-to-provoke-war-in-lebanon/5617851?utm_campaign=magnet&utm_source=article_page&utm_medium=related_articles