quinta-feira, 25 de maio de 2017

BRASIL EM CHAMAS E SANGUE!

 Por Nova Cultura
"A civilização e a justiça da ordem burguesa aparecem em todo o seu pálido esplendor sempre que os escravos e os párias dessa ordem se rebelam contra seus senhores. Então essa civilização e essa justiça mostram-se como uma indisfarçada selvageria e vingança sem lei. Cada nova crise na luta de classes entre o apropriador e o produtor faz ressaltar esse fato com mais clareza." Marx, Karl.
 
 
hemocentro brasília sangue manifestação

O dia de hoje ( 24/05/2017) ficará marcado como um dia de repressão, violência e massacres na história de nosso país. Hoje, não só o governo, mas também o próprio Estado brasileiro apresentaram sem rodeios seu verdadeiro caráter, à quais interesses ele serve e até onde está disposto a ir para garanti-los.
Mesmo diante de gravíssima crise econômica; da desmoralização completa das instituições políticas; de escândalos epidêmicos de corrupção e de inconteste insatisfação popular - que ganha sua forma nos atos de hoje em Brasília – o discurso unitário de todas as forças políticas fiéis às elites dominantes e ao velho Estado é: “aprovemos as reformas!”.
É o programa de brutais medidas anti-povo - sobretudo a reforma trabalhista e da previdência - que unificam desde Michel Temer, passando por Dória e Bolsonaro, até a Rede Globo (que é um dos principais Partidos políticos do imperialismo e das elites dominantes no Brasil). Este é também o discurso das forças econômicas que verdadeiramente comandam nosso país: da Confederação Nacional da Indústria aos principais bancos privados.
O motivo do impeachment e do golpe de Estado sempre fora este: aumentar brutalmente a exploração das massas trabalhadoras operárias e camponesas em nosso país e sua apropriação por elites hiper-parasitárias (monopólios estrangeiros, rentistas de todos os tipos, grandes industriais e latifundiários). Por isto que independe se sejam aprovadas as medidas com Temer ou sem; se haverão eleições diretas ou indiretas. O que importa para esta casta é que a imensa maioria do povo trabalhe para eles sem direitos por um salário de fome e até morrer.
Destarte, é pela própria lentidão, fraqueza e instabilidade do governo Temer que a Globo e outros setores das elites começaram a pedir-lhe a cabeça. É possível que as manifestações da “Greve Geral” do dia 28 de Abril tenham posto em dúvida a capacidade de Temer em aprovar as medidas no tempo e com o rigor que se esperava inicialmente.
E provavelmente por estar completamente acuado, com sua governabilidade posta em cheque, que Michel Temer lançou mão de sua última aposta para conter a insatisfação popular e mostrar serviço aos seus senhores: a repressão completa e desenfreada.
Porém, não só em Brasília, mas também no Rio de Janeiro e no Pará foram registrados casos de brutal repressão no dia de hoje. Isto mostra que, tal qual a corrupção, a repressão violenta ao levante popular é uma característica intrínseca ao Estado e ao sistema burguês-latifundiário que impera em nosso país. 
É válido, a título de denúncia e para manter acesa a legítima chama da indignação em nosso povo, atentarmo-nos aos simples fatos dos três casos.
Brasília:
Em resposta ao Ocupa Brasília, marcado pelas principais frentes populares e sindicatos, mais de 100 mil pessoas de todos os cantos do país se dirigiram até a capital para pedir a renúncia do Presidente e o fim das votações das mais eminentes medidas anti
Assim que os manifestantes chegaram à Esplanada dos Ministérios, um contingente desproporcional da Polícia Militar, Tropa de Choque e Força Nacional iniciaram a repressão, lançando uma chuva de bombas de gás contra as pessoas, a despeito do fato de haverem idosos e crianças no local. Há também relatos do uso de armas de fogo contra a população.
Mas tudo isto não bastou. Atendendo aos pedidos de reforço policial de Rodrigo Maia, Michel Temer baixou um decreto, assinado também pelo Ministro da Defesa (Raul Jungmann) e pelo Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (Sérgio Etchegoyen), autorizando o uso das Forças Armadas para conter os manifestantes. Além disto, estendeu o decreto até o dia 31 deste mês. Não sou poucos os juristas e ativistas que denunciam isto como um “Estado policial” ou “Estado de sítio”.
Sabe-se também que ao menos dois prédios de ministérios foram incendiados e outros tiveram a fachada danificada. Estas são de revolta legítima que nem se comparam em condições e proporção com a violência institucional do Estado.
Ao menos 4 manifestantes foram detidos.
Rio de Janeiro:
Hoje foi votado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) o reajuste da contribuição previdenciária dos funcionários públicos do Estado. Os deputados aprovaram o aumento de 11% para 14% da alíquota da contribuição, estrangulando ainda mais os salários dos servidores estaduais, que já se encontram em situação extremamente crítica, com atrasos no pagamento e parcelamentos de direitos como o 13º.
O aparato de repressão para conter as manifestações dos servidores e apoiadores, foi de 500 policiais militares, além da Força Nacional, da cavalaria e do chamado “caveirão” da Tropa de Choque.
Quando a votação era levada ao plenário da câmara, os manifestantes tentaram intervir e foram recebidos com chuvas de gás lacrimogêneo e saraivadas de bomba de borracha.
Ao menos um repórter se feriu com um bala não-letal. Não se têm notícias de manifestantes feridos. Ao menos seis pessoas foram detidas e levadas para a 10ª DP de Botafogo.
Pará:
A Polícia Militar e civil do Estado do Pará cometeram hoje uma verdadeira chacina contra o movimento camponês. Em uma ação de reintegração de posse na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, nove camponeses e uma camponesa foram brutalmente assassinados.
Os fazendeiros e seus capangas – que já promovem o terror contra os movimentos organizados de luta pela terra – contam com o apoio das forças de repressão institucionais do Estado para garantir seu rentismo, sua especulação com a terra e o seu poder coronelista quase absoluto em regiões rurais do Brasil.
Militantes da Liga dos Camponeses Pobres afirmam que entre os mortos está a presidenta da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pau D’Arco. Este episódio é parte do assassinato indiscriminado de lideranças e ativistas camponeses promovido pelo Estado e cuja proporção cresce de modo desenfreado este ano.

Os militantes da Liga afirmam que a terra era dos camponeses e fora grilada de forma ilegal pela família de fazendeiros Babinsk.





Postado: www.novacultura.info/single-post/2017/05/25/Brasil-em-chamas-e-sangue

CRIME DE ESTADO! : Chacina em Pau D`arco no Pará

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Reproduzimos a seguir gravíssima denúncia e pronunciamento da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres e da LCP de Pará e Tocantins, acerca de uma chacina promovida pela DECA (Delegacia de Conflitos Agrários).
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As informações dão conta de 11 mortos e 14 baleados.
As informações que chegaram até agora apontam a DECA como a responsável pela operação militar.
As mentiras começam com a DECA informando que os policiais foram recebidos a tiros e reagiram! Mentirosos! Assassinos! Canalhas!
Todo mundo que conhece armamento sabe que aquelas poucas que foram apreendidas e mostradas não encorajariam ninguém a enfrentar a polícia. É só ver os corpos dos companheiros assassinados para concluir que foram fuzilados, e não estavam em posição de confronto.
Esta área já havia sido reintegrada ao latifundiário grileiro que nós conhecemos muito bem. A DECA, outras polícias, pistoleiros e seguranças particulares estavam na área para fazer segurança para o latifundiário. E fizeram a chacina para vingar a morte de um suposto pistoleiro que teria morrido na região.
A DECA foi a Pau D`arco para matar camponeses. A companheira Jane, presidente da associação dos camponeses que lutava pela área foi assassinada. Sete camponeses de uma mesma família também o foram.
Nós conhecemos muito bem estes companheiros honestos e trabalhadores. Eles já participaram, junto com a Liga dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantins, de diversos protestos e fechamento de estradas. Estes companheiros não estavam na terra, estavam acampados no corredor.
E como dizemos acima, nós também conhecíamos o grileiro.
A terra pela qual foram assassinados os 11 camponeses (Fazenda Santa Lúcia) era parte do império de “Norato Barbicha”, que já morreu, mas os seus milhares de hectares grilados como as Fazendas Cipó, Pantanal, Santa Lúcia e outras ficaram para sua mulher.
A Fazenda Cipó, que já esteve tomada pela LCP do Pará e Tocantins, foi alvo de reintegração, mas continua a luta pela sua posse. E depois de muitas reuniões, fechamentos de BR´s, audiências públicas e etc., ficou comprovado que, dos seus 800 alqueires, somente 200 eram documentados. Os outros 600 alqueires são terras do Estado.
Estas terras só não estão nas mãos e sendo lavradas pelos camponeses por que o Estado é corrupto, ladrão, e defende e protege os latifundiários.
Assim também acontecia na “Pantanal” e não devia ser muito diferente na Santa Lúcia.
Por isso o latifúndio mata, e matou!
A culpa é do governo do Estado, Simão Jatene, PSDB!
A culpa é da DECA!
A culpa é do latifúndio!
A culpa é da quadrilha de Temer, Meireles e desse congresso de bandidos!
Morte ao latifúndio!
Honra e Glória aos camponeses tombados lutando pelo sagrado direito à terra!
Terra para quem nela vive e Trabalha!
Viva a Revolução Agrária!
Liga dos Camponeses Pobres do Pará e TocantinsComissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres
Conceição do Araguaia, 24 de maio de 2017

Postado: http://www.andblog.com.br/chacina-em-pau-darco-no-para-e-crime-de-estado-liga-dos-camponeses-pobres/

quarta-feira, 24 de maio de 2017

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Por Palestinian Information Post-PIP

Em meio a forte manifestação popular palestina, a  "Terça da Ira",  contra a presença de Trump, a repressão ficou por conta de mais de 2.000 policiais palestinos em coordenação com centenas de soldados dos serviços militares  israelenses que protegiam a  chegada em Jerusalém ocupada em do carro oficial de Trump com o seu comboio de 60 automóveis que atravessavam os postos militares sionistas, o muro do apartheid israelense em Belém e grandes cartazes nas ruas com 'os rostos de ambos presidentes e uma legenda sugestivo: "a cidade da paz saúda o homem de paz" em referênc ia aos EUA.


A breve visita  de  Trump, entusiasta da Pax Americana, não fala sobre a soberania palestina, mas conta com a disposição de Abbas por ceder mais território.

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A imagem deveria gravar a consciência do Presidente Donald Trump e do presidente  palestino Mahmoud Abbas é a do menino Raed Ahmad Radayda de 15anos de idade assassinado a sangue frio ontem (22/05) pelo Estado terrorista  de Israel, próximo da sua aldeia de al-Ubeidiya ao sul de Belém ocupada, tornando-se o mártir 319 da Intifada.

Sem sua esposa Melania, que preferiu ir as compras nos shoppings israelenses. Trump levou  28 horas em  visita à ocupação isralense , Já nos territórios palestinos se limitou a uma hora. Abbas encontrou-o na presidência de Belém com uma reunião privada e um rápido encontro com a imprensa com muitas frases de efeitos e pouquíssimas respostas para as demandas legítimas do povo palestino. A difícil situação de Trump para regressar a ocupação israelense e visitar o Museu do Holocausto (construído sobre o massacre , o sangue dos povo palestino da aldeia de  Deir Yassin, em 1948)  foi evidente , situação que também  não  lhe permitiu visitar a antiga Igreja da Natividade, onde nasceu palestino Jesus em Belém, que estava na sua agenda.

Na aceleradíssima  coletiva à imprensa na Muqata'a (presidencia), Trump, sem interesse em encontrar maneiras para acabar com a ocupação sionista, disse: "A paz é uma escolha que devemos fazer todos os dias e estamos aqui para que esse sonho seja  possível  para as crianças judias, muçulmanas e cristãs ", sem mencionar as crianças palestinas e o nome do jovem assassinado Raed 15, assassinado por Israel antes de sua chegada. Com expectativas nebulosas, Trump acrescentou: "Eu realmente acredito que se Israel e os palestinos (evitando Palestina) podem fazer a paz, então o processo de paz começará no Oriente Médio ... Abbas  me assegurou que está disposto a trabalhar com esse objetivo de boa fé e Netanyahu (que o qualificou de um homem da paz) prometeu o mesmo. Estou ansioso para trabalhar com esses líderes para a paz duradoura". Trump, não fez nenhuma referência à ocupação e repetidamente utilizado a retórica da 'Pax Americana' , sua estratégia foi colocar no mesmo nível o invasor ocupante e o povo ocupado.

Por seu lado, Abbas, impopular e sem legitimidade acrescentou muito pouco: "Vamos cooperar com Trump em um acordo de paz histórico com os israelenses para alcançar dois estados e trabalhar em parceria com os Estados Unidos contra o terrorismo. A história vai testemunhar que o presidente Donald Trump foi quem fez a paz".

Cedendo território:
As portas fechadas da reunião não foi  obstáculo para dar como certos os rumores de que Abbas sem consulta ninguém,  com o parlamento fechado por ele mesmo e sem referendo popular, garantiu a Trump sua disposição de ceder 6,5% dos  22% dos territórios palestinos ocupados em 1967 para chegar a um acordo com Israel. Ou seja, quase 32% de 22%,  contando com a redução dos  territórios roubados pelos israelenses para seus assentamentos ilegais e o racista muro do apartheid na Cisjordânia.

Fracasso da diplomacia palestina:
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Tal como aconteceu com a visita oportuna do presidente Barack Hussein Obama, a diplomacia da Autoridade Nacional Palestina se submeteu  às pressões do protocolo dos EUA, com influência israelense para impedir a reunião no Muqata'a (Presidencia) em Ramallah e evitar que Trump colocasse  uma coroa de flores no túmulo do Pai da Pátria Yasser Arafat.

A diplomacia palestina em tampouco  conseguiu que  Trump visitasse os campos de refugiados de Gaza, Jerusalém judaizada, os postos militares de controle, os opulentos assentamentos ilegais e os 1800 prisioneiros palestinos em greve de fome em prisões israelenses. No entanto, mentindo para si mesmos, o governo da ANP e seus diplomatas estão levantando ironicamente vasos  'de água salgada' como um sinal de apoio aos prisioneiros e  nada fazem por sua libertação após 37 dias de greve.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A luta dos prisioneiros palestinos recebe o carinho, o apoio e a solidariedade da população e de um Senador da República do Brasil na maior manifestação pelo Fora Temer/Diretas Já, no Rio de Janeiro

O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro participou da manifestação realizada ontem (19 maio) pelo "FORA TEMER e DIRETAS JÁ" com nossas bandeiras da Palestina e da Síria. Aproveitamos a ocasião para dar visibilidade à greve de fome dos prisioneiros políticos através do Banner reproduzido abaixo.
Durante o trajeto da Candelária até a Cinelândia recebemos centenas de manifestações carinhosas de apoio a causa Palestina e Síria e a solidariedade com os presos políticos. 

Banner da Campanha dos presos na manifestação
Uma das manifestações calorosas de apoio que destacamos foi a do Senador da República do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, Lindberg Farias  que fez questão de tirar uma foto com o Banner da Campanha de apoio à  greve de fome dos prisioneiros palestinos e pela libertação imediata dos prisioneiros políticos do regime sionista. Lindberg também fez questão de ratificar seu total apoio a causa palestina e sua solidariedade.

 Apoio do Senador da República do Brasil , Sr.Lindberg Farias à luta pela libertação dos prisioneiros palestinos e apoio à greve de fome que realizam a 31 dias (18/05/2017) 





Agora, nossa principal tarefa é divulgar o debate que estamos produzindo com o tema:
 "A Estratégia dos EUA/Israel e a expansão do NAKBA (tragédia)
  • Exércitos mercenários;
  • O massacre dos povos árabes e os refugiados;
  • Greve de fome dos prisioneiros políticos palestinos;
  • Os crimes de guerra de Israel contra a juventude e as crianças palestinas;
  • Resistência árabe: guerrilhas palestinas, milícias populares na Síria e Iraque
    e Hezbollah.

24 de maio de 2017 - 18 HORAS 
       UFRJ – IFCS (s/106)



Largo de São Francisco

Beatriz Bissio (Prof.IFCS-UFRJ)
Hamez Maalouf (Doutor e mestre
em Geografia pela USP e especialista em História das Relações Internacionais
pela UERJ.)
Jorge Hage (militante da
solidariedade internacionalista e direitos humanos)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS  
31 DIAS em
GREVE DE FOME   
·      6.300 palestinos presos do regime sionista
sofrendo todo tipo de violações dos DH  e torturas
500 presos  sem acusação 
300 crianças prisioneiras
459 com penas superiores a 20 anos
458 com pessoas condenadas a prisão perpétua
Seus crimes: Lutam por uma Palestina livre da ocupação sionista!

 

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Nakba, 69 anos de genicídio , de catastrofe na Palestina






A solidariedade internacionalista aos povos que resistem precisa ser resgatada - Ajude a divulgar.


A
ESTRATÉGIA MILITAR DOS EUA/ISRAEL  
 E   A
EXPANSÃO DA NAKBA (TRAGÉDIA)
  • Exércitos mercenários;
  • O massacre dos povos árabes e os refugiados;
  • Greve de fome dos prisioneiros políticos palestinos;
  • Os crimes de guerra de Israel contra a juventude e as crianças palestinas;
  • Resistência árabe: guerrilhas palestinas, milícias populares na Síria e Iraque
    e Hezbollah.

24 de maio de 2017 - 18 HORAS 
       UFRJ – IFCS (s/106)



Largo de São Francisco

Beatriz Bissio (Prof.IFCS-UFRJ)
Hamez Maalouf (Doutor e mestre
em Geografia pela USP e especialista em História das Relações Internacionais
pela UERJ.)
Jorge Hage (militante da
solidariedade internacionalista e direitos humanos)


A solidariedade internacionalista aos povos que resistem precisa ser resgatada - Ajude a divulgar.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

15 DE MAIO MARCA O INÍCIO DO NAKBA - A TRAGÉDIA E O GENOCÍDIO IMPOSTO PELA OCUPAÇÃO SIONISTA NA PALESTINA HISTÓRICA


1948-2017 –  15 de Maio - A LIMPEZA ÉTNICA NA PALESTINA
          A NAKBA e a GREVE DE FOME DE 1800 PRISIONEIROS POLÍTICOS 

                                                                                                                                                                       Por Mercedes Lima
Em 1948 a maioria da população palestina foi expulsa de suas aldeias por milícias sionistas e teve suas propriedades confiscadas e depois destruídas, para impedir a volta dos palestinos. Centenas também foram transferidas para um Fundo Nacional e depois vendidas aos israelenses e jamais, claro, aos palestinos.

Um dos símbolos de luta pelo direito ao retorno e a revolta coletiva contra a colonização/expropriação/opressão do povo palestino pelo governo israelense é expressa na lembrança do dia 15 de Maio, porque nesse dia, em 1948, se tem uma lembrança atualizada da luta palestina contra a opressão dos sionistas, portanto, data de luta importante para os internacionalistas.

O termo árabe NAKBA designa catástrofe ou desastre e é utilizado como referência ao processo que culminou na criação unilateral do Estado de Israel em 78% do território da Palestina. Nessa data e no decorrer dos meses de junho e julho daquele ano, ocorreu o confisco de terras dos palestinos que reagiram respondendo com uma greve entretanto, foi dura a repressão às manifestações de rua e seis jovens palestinos acabaram mortos, além das centenas de pessoas feridas e presas.

A questão é que a Nakba, com uma grande violência, varreu da Palestina cerca de 530 vilarejos, aldeias, áreas rurais e cidades inteiras, em um prazo de seis meses. E, tal começa a ocorrer logo após a recomendação da ONU – de 29/11/1947 -, de partilha da Palestina em um estado judeu e outro árabe. Após a matança de centenas de palestinos que resistiam a deixar suas terras, crianças, mulheres e idosos, eram expulsos de suas terras tendo suas casas destruídas. Cerca de um milhão de nativos foram expulsos da Palestina, ( e, não como divulgado pelos sionistas de que os palestinos teriam voluntariamente abandonado suas casas) através do chamado Plano militar D ( Plano Dalet), ou seja, houve um planejamento prévio seguido de execução sistemática, com massacres esporádicos através de diversas formas e expulsão do povo palestino.

A limpeza étnica na Palestina de hoje prossegue em que pese ser tratado pela ONU como uma violação aos direitos humanos passível de punição. A limpeza étnica é entendida pela ONU como o desejo de um estado ou regime de impor um domínio étnico sobre uma área mista (...), com o uso de expulsão mediante o uso de medidas violentas tais quais, expulsão da população, separação de homens e mulheres, detenção arbitrária de pessoas, explosão de casas, com o subsequente repovoamento das casas remanescentes pelo outro grupo étnico e “onde houver resistência ocorre a expulsão e os massacres. É o retrato da história da Palestina após 1948.

Em Israel há um modelo de militarização do cotidiano com as bizarras Zonas-tampões, isto é, faixas de terras palestinas que Israel confisca para manter, entre a linha onde estabelecem suas fronteiras e Gaza (ou as vilas e cidades da Cisjordânia), uma área vazia, de acesso proibido aos palestinos, cercada e vigiada por soldados armados.

Gaza, depois do último ataque militar de Israel, restou destruída por toda parte, com milhares de mortos e feridos, famílias inteiras dizimadas, falta de alimentos, água, crianças traumatizadas. Hoje cerca de 1.6 de palestinos ali vivem em alguma coisa parecida com um campo de concentração. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006 ( Eduardo Galeano, na Rede).

As aldeias dos territórios ocupados são sitiadas, porque monitoradas por câmeras de vigilância e drones, rodeadas por guarda de fronteira ou unidades militares que atiram para matar. A resistência é denominada provocação, terrorismo ou crime contra a humanidade. Uma resistência sem exército, sem marinha e sem força aérea e, do outro lado, o poderoso exército sionista com armas fornecidas pelo Imperialismo norte-americano, em total desrespeito a todas as normas de Direitos Humanos e às Resoluções da ONU.

Notícias falsas circulam em detrimento do povo palestino, como a da publicação Rua Judaica noticiando que a IDF – Israel Defence Forces) teria descoberto no final do ano passado ( 19/12/2016) uma fábrica clandestina de armas na Cisjordânia. Primeiro é preciso desmascarar que essa força não é de defesa e sim de ataque, usada para garantir a ilegalidade dos assentamentos nos territórios ocupados, aliás, condenada em 23/12/2016 pela ONU por ferir a Carta das Nações Unidas e demais legislações internacionais, como as Convenções de Genebra e outras Resoluções do Conselho de Segurança das Nações. ( o bloqueio israelense à Gaza, por exemplo, estabelecido em junho de 2007, foi e é uma forma brutal de punição coletiva que viola o artigo 33 da IV Convenção de Genebra que estabelece normas sobre proteção de civis em tempo de guerra ). No ataque israelense de 2008 foram mortos cerca de 1.500 civis.

Os assentamentos israelenses em curso na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, territórios palestinos ocupados, não tem validade legal porque ofensivas à legislação internacional acima mencionadas.

Prisioneiros são rotineiramente torturados ou “desaparecidos”. Ficam anos presos para averiguações, aguardando processos acusatórios que nunca se extinguem ou que não “andam”. 

Os prisioneiros políticos palestinos estão em greve de fome desde o dia 17 de abril do corrente ano exigindo o fim do tratamento cruel e das políticas injustas que enfrentam nas prisões israelenses. Hum milhão de palestinos já foram detidos desde o estabelecimento do estado de Israel. Hoje são cerca de 6.500 palestinos sob custódia israelense, muitos dos quais são crianças

As exigências dos prisioneiros são simples. Eles incluem o restabelecimento dos direitos de visitação, a instalação de telefones, a melhoria dos cuidados médicos e o fim do confinamento solitário e da detenção administrativa - que é apenas mais um termo para ser mantido indefinidamente sem acusação ou julgamento. Não aos projetos imperialistas dos EUA no apoio que dá à Israel no ataque aos palestinos, aos iraquianos, na Síria e em todos os lugares onde pretende o saque de riquezas.

Toda nossa solidariedade aos prisioneiros palestinos em greve!

Viva a Palestina livre !

Mercedes Lima - (do Coletivo feminista classista Ana Montenegro)